jueves, 7 de octubre de 2010

MAIS DA GM COACH NO BRASIL (Parte 2)

MAIS DA GM COACH NO BRASIL (Parte 2)

MODELOS URBANOS IMPORTADOS
TGH-3102 (Old Look)
TDH-3207 (Old Look)
TDH-3610 (Old Look)
TDH-4008 (Old Look)
TDH-4010 (Old Look)
TDH-4512 (Old Look)
TDH ou TDM New Look (Fishbowl)

TGH-3102 (Old Look)
Transit Gasoline Hydramatic, 31 passageiros sentados, modelo 02
Motor
Gasolina 4 Tempos, traseiro longitudinal, GM 6 cilindros.
Cambio
Hidramático de 2 velocidades
Características
Tinha 2 janelas traseiras, características da época.
Possuía 2 portas de acesso (entrada e saída), sendo que a traseira situava-se à frente do eixo
traseiro. Conhecido nos EUA como “Old Look”.
Apelido
Desconhecido
Empresa
GM do Brasil – São Caetano
Linhas Operadas
Utilizado para testes
Anos de Fabricação / Quantidade produzida
1953 a 1963 / 1605 unidades produzidas
Quantidade Importada / Ano
1 unidade / 12-1953 (serial nº 0101)
Final
Desconhece-se o destino dado a esse veículo.



GM TGH-3102 – imagem coletada na internet – autoria desconhecida
TDH-3207 (Old Look)
Transit Diesel Hydramatic, 32 passageiros sentados, modelo 07
Motor
Diesel 2 Tempos, traseiro transversal, Detroit 6-71, 211 CV
Cambio
Hidramático de 2 velocidades
Características
Tinha 2 janelas traseiras, características da época.
Possuía 2 portas de acesso (entrada e saída), sendo que a traseira situava-se à frente do eixo
traseiro. Conhecido nos EUA como “Old Look”.
Apelido
Desconhecido
Empresas
E.A.O.S.A.
Linhas Operadas
No ABC
Anos de Fabricação / Quantidade produzida
1947 a 1988 / 775 unidades produzidas
Quantidade Importada / Ano(s)
9 unidades / 07-1948 (serial números 0682 a 0690)
Final
Desconhece-se o destino dado a esses veículos.



GM TDH-3207 1948 – E.A.O.S.A. # 54 – Imagem coletada na internet - autoria desconhecida

TDH-3610 (Old Look)
Transit Diesel Hydramatic, 36 passageiros sentados, modelo 10
Motor
Diesel 2 Tempos, traseiro transversal, Detroit 6-71, 211 CV
Cambio
Hidramático de 2 velocidades
Características
Tinha 2 janelas traseiras, características da época.
Possuía 2 portas de acesso (entrada e saída), sendo que a traseira situava-se à frente do eixo
traseiro. Conhecido nos EUA como “Old Look”.
Apelido
Desconhecido
Empresas
Viação Nacional
Linhas Operadas
109: Malvino Reis / Ipanema e 110: Grajaú / Laranjeiras
Anos de Fabricação / Quantidade produzida
1946 a 1948 / 1776 unidades produzidas
Quantidade Importada / Ano(s)
15 unidades / 04-1948 (números 1413 a 1427)
Final
Desconhece-se o destino dado a esses veículos.




GM TDH-3610 – imagem coletada na internet. Autoria desconhecida


TDH-4008 (Old Look)
Transit Diesel Hydramatic, 40 passageiros sentados, modelo 08
Motor
Diesel 2 Tempos, traseiro transversal, Detroit 6-71, 211 CV
Cambio
Hidramático de 2 velocidades
Características
Tinha 2 janelas traseiras, características da época.
Possuía 2 portas de acesso (entrada e saída), sendo que a traseira situava-se à frente do eixo
traseiro. Conhecido nos EUA como “Old Look”.
Empresas
CMTC e EBVL (urbanos de Santos)
Linhas Operadas
Diversas em São Paulo e em Santos
Anos de Fabricação / Quantidade produzida
1946 a 1948 / 11654 unidades produzidas
Quantidade Importada / Chegada
146 unidades


Quantidade Importada / Chegada



Na Imprensa
A Tribuna de Santos em 01/08/47: “Os carros do EBVL, 19 unidades com 2 portas e uma e
emergência, chegaram pelo navio Mormacnoon no dia 13/07, que encontra-se atracado no
armazém 26 e desembarcados no dia 30/07 e carregados em condolas da EF Santos a Jundiaí
com destino à General Motors em São Caetano do Sul”.
A Tribuna de Santos em 24/08/47, pág. 3: “Inauguração da linha nº 13, Praça Mauá – Ponta da
Praia no dia 23/08/47”.
A Tribuna de Santos em 24/03/48: “Foto dos novos carros do EBVL, urbanos”.
Final
Rodaram de 1947 ao final dos anos 50, quando foram desmontados e sucateados pela CMTC.
Em Santos, encerraram atividades na primeira metade dos anos 50, quando a EBVL abandonou o serviço urbano naquela cidade. Desconhece-se o destino dos veículos.

Imagens



GM TDH-4008 1947 – Expresso Brasileiro # 28 – Serviço urbano de Santos – Acervo Tribuna de Santos



GM TDH-4008 – CMTC # 680 – Acervo GMB



Gostosão, o ônibus que foi parar no dicionário
Por Antonio Marques


GM mod. TDH-4008 – São Paulo, final dos anos 40 – Acervo GMB



HISTÓRIA
Na década de 30 os fabricantes, inclusive de ônibus, se preparavam para veículos cada vez mais
automatizados.
Na Inglaterra ACLO com a caixa Wilson, uma pré-seletiva semi-automática com comando
pneumático. TWIN COACH nos Estados Unidos planejava com uma caixa Spicer igualmente
automática. A General Motors, cujo ônibus da época ainda era chamado de YELLOW COACH, já
apresentava o câmbio automático nos modelos TDH e TGH (Transit, Diesel or Gasoline, Hydralic).
TDM e TGN quando o câmbio era mecânico, G quando o motor era a gasolina.
Estes tipos de veículos vieram principalmente para São Paulo e Rio de Janeiro.
Nas empresas paulistas e no Brasil, ACLO com carroceria Grassi (o famoso Camões) que tinha a
dianteira do motorista com apenas meia cabine. Em São Paulo, rodou na Viação Cometa, mas
com cabine inteira. No Rio de Janeiro com meia-cabine na Copanorte, Glória e E.I.O.L.
TWIN, importado pelo grupo da Cometa, com a encampação dos anos 40, termina rodando na
CMTC; quem andou na linha 5 da época – ESTAÇÕES, pode lembrar daqueles ônibus tão macios
que “pareciam andar sobre um pudim”.

Nos anos 40, a General Motors fabrica o YELLOW (denominação muda na Segunda Guerra, de
YELLOW COACH para GM COACH), com carroceria igualmente GM. Foi importado pela GMB,
principalmente o modelo TDH-4008 (neste milhar, 40 indica o número de assentos para
passageiros, 08 a oitava série do modelo).
Este GM automático roda na CMTC, em Santo André na empresa que tinha o mesmo nome da
Cidade e em Santos no Expresso Brasileiro, porém na linha 13, urbana.
General Motors do Brasil de São Caetano do Sul e o Exército Brasileiro no Rio de Janeiro, tiveram este tipo de carro com a denominação TGH, onde o G significava motor a gasolina, motor de 6 cilindros ciclo Otto e o H câmbio mecânico Hydramatic – Drive do Cadillac. Na GMB leveva seus funcionários e no Exército alunos da Vila Militar para o Colégio Militar na Tijuca

MARKETING
O TDH foi sucesso onde chegou. Sua altíssima qualidade e inusitado conforto, geraram simpatia
entre os passageiros. No Rio de Janeiro, entre muitas outras empresas, rodou na Viação
Relâmpago, uma subsidiária local da Viação Cometa, na linha 103 – Saens Penna-Leblon. Logo,
a irreverência do carioca o batiza de “Gostosão”, o que se comprova no verbete do Aurélio, onde
o dicionarista cita a autora Malu de Ouro Preto em seu livro Siri na Noite sem Lua.
A altura de cada degrau das portas era extremamente amigável para com os passageiros, cerva
de 37 cm do chão ao primeiro degrau e 20 cm no segundo.

MECÂNICA
Numa época ainda sem eletrônica embarcada, o TDH-4008 tinha ótimos sistemas eletromecânicos e pneumáticos. Exemplos: passageiro em pé nos degraus da porta, mão do
passageiro nas bordas de borracha do meio das portas, motor superaquecido ou baixa pressão
de óleo e tínhamos o câmbio em ponto morto, o carro não saia do lugar. Se estivesse andando,
um aviso sonoro e luminoso no painel e com 60 segundos de retardo, permitia o motorista
encostar o ônibus em local seguro para a descida dos passageiros com toda segurança.
Alavanca de câmbio não existia. A troca de marchas, BAIXA num conversor de torque, ALTA ou
prise-direta – era feita automaticamente. Apenas existia um seletor no painel que permitia
escolher entre N – ponto morto, F – marcha para frente, alta ou baixa, R – marcha a ré. A troca de alta para baixa era feita automaticamente e o motorista nela não podia intervir - era automática mesmo... Apenas dois pedais, acelerador e freio.

TRANSMISSÃO
Completamente automática, disposição “em V”, acoplada como uma unidade ao motor. Este, por
engrenagens angulares, transmite movimento aos jogos de embreagens um para BAIXA por meio de conversor de torque, outra para ALTA. O conjunto de câmbio é extremamente compacto, por construção concêntrica a um único eixo. Em alta, a rotação se desvia do conversor, que fica estacionário, e o torque é passado diretamente ao diferencial e rodas. Não requer óleo especial, filtros e depósito externo. O mesmo óleo combustível para o motor, também lubrifica e refrigera o mecanismo do câmbio.

MOTOR
Colocado transversalmente na traseira, um GM 6-71 de 6,8 litros, 211 cavalos @ 2000 rpm, 2
tempos com compressor de lavagem dos cilindros. Duas válvulas de escape por cilindro.



GM mod. TDH-4008 - Foto da GMB em 1948 – Acervo GMB

GM TDH-4008 – Expresso Brasileiro – Chegada na GMB para revisão de entrega – Acervo GMB

TDH-4010 (Old Look)
Transit Diesel Hydramatic, 40 passageiros sentados, modelo 10
Motor
Diesel 2 Tempos, traseiro transversal, Detroit 6-71, 211 CV
Cambio
Hidramático de 2 velocidades
Apelido
“Gostosão”.
Características
Semelhante ao TDH-4008 de São Paulo, porém, possuía entrada de ar acima do destino.
Tinha 2 janelas traseiras, características da época. Possuía 2 portas de acesso (entrada e saída),
sendo que a traseira situava-se à frente do eixo traseiro. Conhecido nos EUA como “Old Look”.
Empresas
Viação Relâmpago (Cometa urbana do Rio de Janeiro – cinza), Independência Auto Ônibus
(verde escuro), Viação Glória (amarelada) e Viação Carioca (vermelha).
Linhas Operadas
103: Saens Pena – Leblon (Viação Relâmpago)
104: Pça Barão de Drumont – Jockey Club – Ipanema (Independência Auto Ônibus)
106: Lins de Vasconcelos – Urca (Independência Auto Ônibus)
133: Meyer – Forte de Copacabana (Viação Glória)
111: Usina – Copacabana (Viação carioca)
Anos de Fabricação / Quantidade produzida
1949 a 1950 / 115 unidades produzidas
Quantidade Importada
75 unidades (serial nº 0017 a 0091) em 03/1949
Final
Rodaram durante os anos 50. Desconhece-se o destino desses veículos.



GM TDH-4010 1949 – Viação Relâmpago – Acervo Marcelo Almirante



TDH-4512 (Old Look)
Transit Diesel Hydramatic, 45 passageiros sentados, modelo 12.
Motor
Diesel 2 Tempos, traseiro transversal, Detroit 6-71, 211 CV
Cambio
Hidramático de 2 velocidades
Características
Tinha 2 janelas traseiras, características da época.
Possuía 2 portas de acesso (entrada e saída), sendo que a traseira situava-se à frente do eixo
traseiro. Conhecido nos EUA como “Old Look”.
Empresas
Instituto Agronômico do Norte
Linhas Operadas
Uso restrito da entidade.
Anos de Fabricação / Quantidade produzida
1953 a 1959 / 3263 unidades produzidas
Quantidade Importada
01 unidade (serial nº 0730) em 11/1954
Final
Desconhece-se o destino desse veículo.




GM TDH-4512 1954 – Instituto Agronômico do Norte – Foto início dos anos 70 – Acervo N.A. Atoiantz
TDH/TDM ou SDH/SDM New Look (Fishbowl)
Transit Diesel Hydramatic / Manual ou Suburban Diesel Hydramatic / Manual, novo visual.
Motor
Diesel 2 Tempos, traseiro transversal, Detroit 6-71, 211 CV
Cambio
Hidramático de 2 velocidades ou manual de 4 marchas
Características
Desconhece-se. Veículo produzido em inúmeras versões.
33 / 45 e 53 passageiros – urbano (2 portas) – hidramático e manual
45 e 53 passageiros - suburbano (1 porta) - hidramático e manual.
Produção
De 1959 a 1977. Até 1968 dividiu a linha de montagem com os “Old Look”
Empresas
Hotel Tropical de Manaus – AM / Varig
Linha Operadas
Translado de passageiros e hóspedes entre o Aeroporto e o Hotel Tropical.
Quantidade Importada
04 unidades usadas nos anos 70. Desconhece-se a origem
Final
Rodaram nos anos 70 e 80 quando foram sucateados por falta de peças de reposição.
Imagem (ilustra como é o modelo urbano em linhas gerais)



GM TD New Look (Fishbowl) – Imagem coletada na internet. Autoria desconhecida









Roberto Zulkiewicz


martes, 28 de septiembre de 2010

Mais de GM Coach no BRASIL (parte 1)

MAIS DE GM COACH NO BRASIL (parte 1)


El siguiente material, fue elaborado por el Sr. Roberto Zulkiewicz, quien muy gentilmente cedio su publicación en este blog. Dada la gran calidad y la excelente presentación del mismo, he preferido mantenerlo con el idioma de origen (portugues), de todas formas es muy conprensible.




HISTÓRIA DOS ÔNIBUS GM
NO BRASIL



Roberto Zulkiewicz


AGRADECIMENTOS

Agradeço aos meus amigos abaixo relacionados, pelas informações e imagens cedidas e utilizadas neste trabalho.

Adalberto Mattera
Antonio Carlos Belviso
Antonio Marques
Charles José Cardoso Machado
Francisco Capello
Frederico Campos
João Marcos Turnbull
José Pascon Rocha
Marcelo Almirante
Miguel Dal-Lim Guarnieri
Nicolau Arthurovitz Atoianz
Paulo Roberto Bertolozzi
Reinaldo Ismael Morilha
Sergio Martire
O meu muito obrigado!



Roberto Zulkiewicz
Janeiro/2008



MODELOS RODOVIÁRIOS IMPORTADOS


PD-2903
PDA-3703
PDA-4101
PD-4102
PD-4103
PD-4104
FLXIBLE VL-100

PD-2903

Parlor Diesel, 29 passageiros sentados, modelo 03
Motor
Diesel 2 Tempos, traseiro longitunidal, Detroit 4-71, 147 CV
Cambio
Mecânico de 4 velocidades
Características
Não tinha janelas traseiras.
Possuía grade central com luminoso vermelho e redondo com a logomarca triangular do EBVL.
No teto traseiro, havia uma entrada de ar para o radiador.
O bagageiro ficava entre os compartimentos do motor e dos passageiros, como nos Flxibles Clipper.
Apelido de Garagem (EBVL)
“Faixinha”
Empresas
EBVL Expresso Brasileiro Viação Ltda
Linhas Operadas
São Paulo-Santos / São Paulo-Jundiaí / São Paulo-Campinas (pelo EBVL)
Anos de Fabricação / Quantidade produzida
1946 a 1949 / 400 unidades produzidas
Quantidade Importada / Ano(s)
55 unidades / 1947 - 1948




Inauguração da Via Anchieta em 1947 – Frota do EBVL – Acervo GMB


GM PD-2903 da Princesa dos Campos, comprado do Expresso Brasileiro – Acervo Princesa Campos




GMs PD-2903 da Caxiense, comprados do Expresso Brasileiro – Imagem coletada na internet. Autoria desconhecida


PDA-3703

Parlor Diesel, 37 passageiros sentados, modelo 03
Motor
Diesel 2 Tempos, traseiro longitudinal, Detroit 4-71, 147 CV
Cambio
Mecânico de 4 velocidades
Características
Não tinha janelas traseiras.
Possuía grade central com luminoso vermelho e redondo com a logomarca triangular do EBVL.
No teto traseiro, havia uma entrada de ar, onde a EBVL instalou um tomador igual ao dos Flxibles Clipper para melhorar a refrigeração.
Apesar de muito semelhante ao modelo PD-2903 (Faixinha) o veículo era mais alto, devido ao bagageiro ser localizado na parte inferior.
Chegaram 2 modelos: o primeiro com pára-choque duplo na dianteira, seta na porta e sem asas (aplique metálico no painel frontal) e o segundo com pára-choque dianteiro largo e único e asas abaixo do parabrisa com setas e emblema GM
Apelido de Garagem (EBVL)
“Pullman”
Empresas
EBVL Expresso Brasileiro Viação Ltda.
Linhas Operadas
São Paulo-Santos / São Paulo-Jundiaí / São Paulo-Campinas
Anos de Fabricação / Quantidade produzida
1947 a 1949 / 750 unidades produzidas
Quantidade Importada / Ano(s)
15 unidades / 1949
Final
Rodaram até 1961 quando foram desmontados e sucateados




GM PDA-3703 - EBVL - Acervo GMB


GM PDA-3703 – Expresso Brasileiro # 131 – Acervo GMB




GM PDA-3703 – Boston & Maine # 780 – Imagem coletada na internet. Autoria desconhecida

PDA-4101

Parlor Diesel, 41 passageiros sentados, modelo 01
Motor
Diesel 2 Tempos, traseiro transversal, Detroit 6-71, 211 CV
Cambio
Mecânico de 4 velocidades
Características
Tinha 2 janelas traseiras.
Possuía luminoso vermelho central traseiro com a logomarca triangular do EBVL .
Tinha grades traseiras nas laterais.
Frente característica apesar de lembrar muito a do modelo PD-3703 (Pullman).
Apelido de Garagem (EBVL)
“Lagartão”
Empresas
EBVL Expresso Brasileiro Viação Ltda. até 1962/63 quando foram vendidos à Viação Cometa S/A, que os pagou com Mercedes Benz monobloco O-321 HL
Linhas Operadas
São Paulo-Santos / São Paulo-São Vicente / São Paulo-Jundiaí / São Paulo-Campinas (EBVL)
São Paulo-Rio de Janeiro (Cometa)
Anos de Fabricação / Quantidade produzida
1948 a 1950 / 335 unidades produzidas
Quantidade Importada / Ano(s)
20 unidades / 1950
Final
Alguns tiveram a frente modificada com muita semelhança com o PD-4104 (Morubixaba)
Rodaram até 1967 quando foram recolhidos e aposentados.
Foram desmontados e sucateados por volta de 1968/69


GM PDA-4101 – Expresso Brasileiro – Via Anchieta – Postal anos 50




GM PDA-4101 – Expresso Brasileiro – Via Anchieta – Postal anos 50




GM PDA-4101 – Expresso Brasileiro – Via Anchieta – Acervo GMB



PD-4102

Parlor Diesel, 41 passageiros sentados, modelo 02
Motor
Diesel 2 Tempos, traseiro transversal, Detroit 6-71, 211 CV
Cambio
Mecânico de 4 velocidades
Características
È um modelo intermediário entre o PD-4101 e o PD-4103
Tinha janelas traseiras idênticas ao modelo PD-4103 (Imperial)
Possuía luminoso vermelho central traseiro com a logomarca triangular do EBVL .
Tinha grades traseiras laterais. Frente idêntica ao do modelo PD-4103 (Imperial)
Apelido de Garagem (EBVL)
“Imperial”
Empresas
EBVL Expresso Brasileiro Viação Ltda. até 1962/63 quando foram vendidos à Viação Cometa S/A, que os pagou com Mercedes Benz monobloco O-321 HL
Linhas Operadas
São Paulo-Santos / São Paulo-Jundiaí / São Paulo-Campinas / São Paulo-Rib. Preto (EBVL) São Paulo-Rio de Janeiro (Cometa)
Ano de Fabricação / Quantidade produzida
1950 / 116 unidades produzidas
Quantidade Importada / Ano(s)
15 unidades / 1950
Final
Rodaram até 1967 quando foram recolhidos e aposentados.
Foram desmontados e sucateados por volta de 1968/69


GM PD-4102 – Asbury Park New York Transit Co. # 116 – Imagem coletada na internet. Autoria desconhecida


GM PD-4102 1950 – Continental Southern Lines # CS-439 – Imagem coletada na internet. Autoria desconhecida

GM PD-4102 1950 – Brooks Bus Line Inc. # 101 – Imagem coletada na internet. Autoria desconhecida


PD-4103

Parlor Diesel, 41 passageiros sentados, modelo 03
Motor
Diesel 2 Tempos, traseiro transversal, Detroit 6-71, 211 CV
Cambio
Mecânico de 4 velocidades
Características
È um modelo evoluído do PD-4102, de quem herdou a frente e traseira.
Tinha janela traseira seccionada em 2 vidros, cujo efeito visual parecia um único vidro.
Possuía luminoso vermelho central traseiro retangular com a logomarca triangular do EBVL .
Tinha grades traseiras laterais.
Apelido
“Imperial”
Empresas
EBVL Expresso Brasileiro Viação Ltda. até 1962/63 quando foram vendidos à Viação Cometa S/A, que os pagou com Mercedes Benz monobloco O-321 HL
Linhas Operadas
São Paulo-Santos / São Paulo-Jundiaí / São Paulo-Campinas / São Paulo-Rib. Preto (EBVL)
São Paulo-Rio de Janeiro (Cometa)
Anos de Fabricação / Quantidade produzida
1951 a 1953 / 1501 unidades produzidas
Quantidade Importada / Ano(s)
30 unidades / 1951
Final
Rodaram até 1967 quando foram recolhidos e aposentados.
Foram desmontados e sucateados por volta de 1968/69





GMs PD-4103 – Garagem do Expresso Brasileiro – Acervo A.C. Belviso



GM PD-4103 – Expresso Brasileiro – Acervo GMB




GM PD-4103 – Garagem do Expresso Brasileiro – Acervo A.C. Belviso

PD-4104

Parlor Diesel, 41 passageiros sentados, modelo 04
Motor
Diesel 2 Tempos, traseiro transversal, Detroit 6-71, 211 CV
Cambio
Mecânico de 4 velocidades
Características
Foi o primeiro ônibus interestadual a possuir ar condicionado e calefação. Um luxo para a época.
Tinha janela traseira seccionada em 3 vidros, cujo efeito visual parecia um único vidro.
Possuía luminoso central traseiro retangular com a logomarca da Viação Cometa .
Tinha grades traseiras laterais
Apelido (Cometa)
“Morubixaba”
Empresa
Viação Cometa S/A numerados de 501 a 530
Linha Operada
São Paulo-Rio
Anos de Fabricação / Quantidade produzida
1953 a 1960 / 5065 unidades produzidas
Quantidade Importada / Ano
30 unidades / 1954
Final
Rodaram até 1973 quando foram desmontados e sucateados.
Apenas carros 502 e 522 foram preservados e encontram-se no acervo particular do Sr. Arthur Mascioli.
Novidades
Em 2004 a Turismo Santa Rita importou e restaurou em veículo ano 1956. Atualmente carro 22.
A Transportes Tatuapé, importou em 2007 um veículo ano 1960, que passa por restauração.







GM PD-4104 1954 – Viação Cometa # 513 – Imagem coletada na internet. Autoria desconhecida





GM PD-4104 1954 – Cometa # 502 – Acervo Roberto Zulkiewicz







GM PD-4104 – Propaganda de lançamento da Cometa – Imagem coletada na internet





Propaganda cotizada entre a Atlantic e a Viação Cometa anos 50 – Acervo Roberto Zulkiewicz




Propaganda anos 50 da Viação Cometa – Acervo de Marcelo Almirante


GM PD-4104 1956 – Turismo Santa Rita # 22 – Acervo Roberto Zulkiewicz


GM PD-4104 1956 – Turismo Santa Rita # 22 – Acervo Roberto Zulkiewicz

FLXIBLE VL-100

Vista Liner, 41 passageiros (sem WC). Não é GM, mas usa o mesmo motor.
Motor
Diesel 2 Tempos, traseiro longitudinal, Detroit 6-71, 211 CV
Cambio
Mecânico de 5 velocidades
Características
É um modelo único que marcou o acirramento da concorrência entre o EBVL e a Cometa, sendo pioneiro no Brasil com a carroceria em dois níveis, que foi copiada posteriormente pela Nielson com o seu primeiro Diplomata. Na versão com toillete a capacidade era para 37 passageiros.
Originalmente possuia suspensão “torsilastic”, substituída posteriormente pela Breda.
Possuia ar condicionado e calefação.
Tinha janelas traseiras cortadas por grossos frisos de alumínio em posição horizontal, cujo efeito visual era apenas estético, dando um ar de modernidade.
Possuía luminoso central traseiro retangular com a logomarca do Expresso Brasileiro.
Tinha grades na traseira e nas laterais traseiras.
Apelidos dos Operadores
“Diplomata” (Expresso Brasileiro) e “Bandeirante” (Breda).
Empresas
Expresso Brasileiro Viação Ltda. até 1967 quando os que restaram foram vendidos à Breda Turismo.
Linhas Operadas
São Paulo-Rio pelo Expresso Brasileiro
Aeroporto Congonhas-Aeroporto de Viracopos pela Breda Turismo
Anos de Fabricação / Quantidade produzida
1955 a 1959 / 248 unidades produzidas
Quantidade Importada / Ano(s)
30 unidades (32 unids. serial de 10309 a 10340 conforme roster da marca) / 1958 e 1959
Final
Rodaram até 1981 quando foram desmontados e sucateados.
Os que sobraram são 5 sendo 2 carros encontram-se no acervo particular do Sr. Arthur Mascioli.
Os demais estão nas maos de particulares

Flxible VL-100 1958 “Diplomata” – Expresso Brasileiro – Acervo R.I. Morilha

Propaganda do Expresso Brasileiro publicada na Revista Seleções, anos 50

Flxible VL-100 “Bandeirante” – Breda Turismo # 49 (ex Expresso Brasileiro) – Acervo N.A. Atoiantz

Flxible VL-100 – Tosche (ex Breda – ex Expresso Brasileiro) – Acervo A.C. Belviso
ENTREGA DE FLXIBLES VL-100 PARA O BRASIL
Roberto Zulkiewicz

martes, 14 de septiembre de 2010

SILVERSIDES

Silversides



En 1938, los ingenieros de Yellow Coach, comenzaron a trabajar en un nuevo concepto basado en la industria aeronáutica, el monocoque, es la construcción de la carrocería, la que se convierte en elemento de la estructura portante, sin largueros longitudinales del bastidor. Yellow Coach, extendió la técnica a los nuevos modelos, tanto urbanos como carreteros, la serie se numero 1200.


También en 1938, Truck & Coach Division, comenzó a trabajar en el próximo autobús de Greyhound, un diseño exclusivo, en cooperación con Greyhound, utilizando el sistema monocoque, cuyo prototipo fue conocido como 1206. El diseño con carrocería íntegramente de aluminio, apareció utilizando un nuevo sistema de nomenclatura, PGG y PDG-3701, y se lo conocía también, extraoficialmente, pero ampliamente, como “Silversides”, debido a su apariencia exterior.




Yellow Coach, introdujo en 1938 el modelo 1210, que fue mecánicamente y de dimensiones similares al 1206, el prototipo del “Silversides”, pero carente del revestimiento brightwork en aluminio y otras características distintivas del estilo. El 1210 estaba disponible con un motor de gasolina estándar, más tarde a finales de 1939 o principios de 1940, se ofreció de forma opcional un motor diesel GM 6-71. Al 1210, pronto se le dio una nueva denominación, PG y PD-3701 (diferente a la del PGG y PDG-3701). La Tennessee Coach Company, se convirtió en la tercera compañía de autobuses carreteros de los EEUU, en utilizar autobuses con motor diesel, usando el 1210, y la Tri-state Transit Company (Tri-state Trailways), se convirtió en el cuarto operador, con el PD-3701, después de Greyhound y de Burlington Transportation Company (Burlington Trailways), que ocupaban el primer y segundo lugar respectivamente, utilizando el 743.
A finales de 1939 o principios de 1940, hizo su debut la primera versión del “Silversides”, PGG-3701 y rápidamente comenzó a atraer mucho la atención de forma positiva. El PGG-4101, siguió pronto, después de un aumento en el límite de longitud legal (de 33 pies a 35 pies). Las denominaciones PGG-3701 -4101, parlor (salón) gasolina, un diseño exclusivo para Greyhound, con una capacidad de 37 o 41 asientos, como se indica en la primer cifra de cada una de las dos nuevas series.



El “Silversides”, tenia un nuevo diseño impresionante, un distintivo estilo Art Deco, que incluía revestimiento de aluminio estriado brighwork, para sugerir o imitar el revestimiento de acero inoxidable plegado de el tren de pasajeros, junto con un cartel iluminado tipo tambor en la parte trasera (similar a los que normalmente aparece en la parte trasera del último vagón de observación de los trenes).



El revestimiento de aluminio acanalado brightwork (introducido en 1939) se convirtió rápidamente en el estándar universal (en los EEUU) para todos los autobuses interurbanos hasta 1987, cuando la serie C de los modelos de autobuses MCI, volvió al concepto de los lados totalmente pintables.
El “Silversides”, se convirtió rápidamente en un gran éxito entre los Conductores, los pasajeros, los aficionados y los ejecutivos contables de Greyhound. Pronto se hizo y fue durante mucho tiempo el nuevo Rey de la Carretera, hasta que el GM Highway Traveler PD-4104, apareció en 1953 y hasta que el GM Scenicruiser PD-4501, llego en 1954.

La compañía, presento al “Silversides”, con sistema de aire acondicionado estándar, marca Carrier, aunque algunas empresas afiliadas a Greyhound, ordenaron varios de ellos sin sistema de refrigeración, que fueron usados en las rutas del extremo norte.



Casi de inmediato el PGG-3701 y -4101, se transformaron en la categoría PDG3701 y -4101 (salón - diesel – Greyhound), debido a la disponibilidad y la instalación del motor diesel GM 6-71 (en gran medida un resultado del trabajo y la influencia de Charles Franklin “Boss” Kettering) producto de la nueva GM Diesel Engine Division (más tarde en 1958, redenominada Detroit Diesel Engine Division) de la GM Corporation. (El número 6-71 significa seis cilindros en línea con una cilindrada de 71 pulgadas cúbicas en cada cilindro (426 pulgadas cúbicas en total).
Durante un tiempo, a finales de 1939 o principios de 1940, se dio una situación un tanto inusual en la planta de autobuses de Yellow Coach en Pontiac – Mich., dos diseños diferentes para Greyhound, estuvieron en producción al mismo tiempo (el “Super Coach” y el “Silversides”) antes de que el último autobús “Super Coach” y después que el primero de los “Silversides”, salieran de la línea de producción, fue cuando el motor diesel 6-71 llego a estar disponible para ellos.
Por esa razón los primeros “Silversides” (127 de ellos), fueron equipados con un motor a gasolina GMC, y los últimos “Super Coach” (82 de ellos), fueron equipados con motores Diesel GM, aunque todos los autobuses “Super Coach” (1664 de ellos) fueron equipados con motores a gasolina, y todos los siguientes autobuses “Silversides” (2459 de ellos) se equiparon con motores Diesel.
Finalmente a los “Silversides” portadores del motor a gasolina, PGG-3701 (92 de ellos) y PGG-4101 (35 de ellos), fueron cambiados sus motores por GM 6-71 Diesel.
La Segunda Guerra Mundial, causo la interrupción de la producción de autobuses (junto con la fabricación de otros productos civiles), debido a la escasez de los materiales necesarios, que fueron desviados para productos relacionados con la guerra. La fabricación y la asignación de los nuevos autobuses quedaron bajo el control y la supervisión de dos organismos del gobierno federal, War Production Board (WPB) y la Office of Defense Transportation (ODT). La construcción de los modelos “Silverside”, fue detenida totalmente en 1942, aunque otros varios tipos (modelos básicos y sin adornos), corrían en servicio en números estrictamente controlados. Durante 1944 y 1945, Pontiac Motor Division (de la GM Corporation) fabrico 1.200 copias de los ejemplares del modelo Camelback Victory (PDA- and PGA-3702) en una de sus plantas de autos, mientras que Truck & Coach Division, producía vehículos anfibios “DUKW” para la guerra, en su planta.
Luego de la Segunda Guerra Mundial, 800 autobuses “Super Coach” (los mejores restantes, en cuatro grupos de 200 cada uno) se remotorizaron con GM 6-71 Diesel en virtud de un contrato con la General American Aerocoach Company, en su planta de East Chicago, Indiana cerca de Hammond. Los autobuses fueron mejorados con la renovación de los interiores y se les agrego parcialmente el revestimiento de aluminio acanalado brightwork, justo por debajo de la línea de la cintura.
La General Motors (GM) Corporation en 1943 se fusionó con Yellow Coach (YC) subsidiaria, nombrada como Yellow Truck and Coach (T&C) Manufacturing Company, con la operativa de GMC truck y la combinación de los nombres paso a llamarse GMC Truck and Coach (T&C) Division. Así Yellow Coach, era una marca de autobuses, se convirtió en GM Coach. (Luego en 1968, la GM Corporation modifico ligeramente el nombre de la marca de GM Coach al de GMC Coach).








En 1946, cuando los ingenieros de GM y Greyhound, finalmente llegaron a un acuerdo para las especificaciones de los “Silversides” de la posguerra, los gerentes de Truck & Coach, tuvieron la intención de designar a los nuevos modelos como PDG-3702 y PDG-4102, sin embargo, antes de que comenzara, esos modelos se hicieron conocidos como PD-3751 y PD-4151.
Los 2.000 autobuses “Silversides” posguerra (PD-3751 y PD-4151) fueron construidos y entregados entre marzo de 1947 y diciembre de 1948.




Abajo: el modelo PD3751, arriba: el modelo PD4151, notese que el PD3751 tenia el equipo de aire acondicionado en la segunda bodega, mientras que el PD4151, lo tenia en la primer bodega inmdiatamente del pasarueda delantero.


Los PGG y PDG-3701 (pre-Segunda Guerra Mundial) eran de 33 pies de largo, y el PDG-4101 (también pre-Segunda Guerra Mundial) y los PD-3751 y PD-4151 (posguerra) fueron de 35 pies de largo, debido a un aumento en el límite legal del largo, casi al mismo tiempo de la introducción del -3701. No hubo diferencia estructural o dimensional de la carrocería entre un -4101, un -3751 y un -4151. El -4101 y el -4151 usaron asientos más delgados, con un espacio más corto entre ellos, que en el -3701 y -3751, estos sentaban a 41 pasajeros en lugar de 37.




De acuerdo con los mejores datos disponibles, parece ser que la primera asignación de Greyhound a los PGG y PDG-4101, la versión de 41 asientos del “Silversides” pre-Segunda Guerra Mundial, fue operativo en sólo siete compañías afiliadas a Greyhound: Atlantic Greyhound Lines, Central Greyhound Lines, Great Lakes Greyhound Lines, Pacific Greyhound Lines, Pennsylvania Greyhound Lines, Richmond Greyhound Lines y Teche Greyhound Lines, aunque años después algunos de los -4101s fueron redistribuidos a otras divisiones de Greyhound. De las siete compañías solamente la Great Lakes Greyhound Lines no recibió una sola copia de los PGG o PDG-3701, las dos versiones de 37 asientos de la preguerra.




Greyhound asigna primeramente los PD-4151, la versión del “Silversides” de 41 asientos post-Segunda Guerra Mundial, a solo tres divisiones: Teche Greyhound Lines, Great Lakes Greyhound Lines y Pacific Greyhound Lines, aunque en años después algunos fueron redistribuidos a otras divisiones. Cada una de estas compañías operadoras, recibieron también un número de vehículos del modelo PD-3751, la versión de posguerra de 37 asientos.





Extraído de: http://www.bluehoundsandredhounds.info/barscen.html
Fotos: http://www.busmemories.com/ http://www.busmag.com/ y Greyhound Top Dog Tracing the Pedigree
Traducido y recopilado por: Enrique Fernández (Montevideo - Urugguay)